Consentir ao vento
Gosto de observar os pássaros.
Há dias em que o corpo fica quieto e só o olhar se move, acompanhando as nuvens, a luz que muda, o traço das asas no céu. Tudo acontece sem urgência. Nada pede resposta.
Desde criança me imagino voando. Não subir — planar. Permanecer no ar sem lutar contra ele. Um voo longo, silencioso, confiado ao vento.
Talvez por isso admire tanto o albatroz. Ele não vence o céu. Ele consente.
Stuka Angyali
Enviado por Stuka Angyali em 08/02/2026