A vida não muda por piedade, muda por decisão.
Impressiona a quantidade de pessoas
que caminham pela vida com os ombros caídos,
frustradas, insatisfeitas, quase invisíveis a si mesmas.
Carregam um cansaço antigo,
uma espécie de desalento que não grita,
mas corrói em silêncio.
Vivem cercadas de possibilidades,
mas abraçadas às próprias ausências.
Desejam mudança,
mas dormem ao lado do medo.
Sonham alto,
mas acordam pequenas dentro das mesmas paredes internas.
E o mais triste é que muitas acreditam
que esse desalento é destino,
quando, na verdade, é apenas rotina:
uma repetição automática do que já não serve,
um pacto inconsciente com a própria renúncia.
Há quem passe a vida inteira
pedindo ao mundo o que nunca ousou exigir de si.
E há quem espere milagres
sem perceber que o milagre começa
no instante exato em que se abandona a desculpa
e se escolhe o primeiro passo.
Porque a vida não se transforma por piedade.
Transforma-se quando a alma, enfim, decide
que não aceita mais rastejar
onde nasceu para caminhar ereta.
Stuka Angyali
Enviado por Stuka Angyali em 15/12/2025